17 de junho de 2026 · 6 min
Para onde migrar depois do Elo7: as opções pra quem vende artesanato
Agora que o Elo7 fechou, a pergunta é uma só: para onde levar a minha loja? Tem caminho pra todo lado — outros marketplaces, redes sociais, loja própria — e cada um tem um preço e uma armadilha. Pra você não trocar seis por meia dúzia, aqui vai uma comparação honesta das opções, com os prós e contras de cada uma.
Opção 1: outro marketplace (Shopee, Mercado Livre, Etsy)
O caminho mais óbvio é pular pra outro marketplace. A vantagem é clara: eles já têm gente procurando e comprando, então você ganha vitrine no dia 1.
O custo também é claro: comissões que costumam ficar entre 10% e 20% por venda, regras que mudam quando eles querem, concorrência de preço lado a lado e — de novo — o cliente é da plataforma, não seu. Se um dia ela fechar ou te suspender, você volta à estaca zero.
Vale como canal extra, mas depender só disso é repetir exatamente a situação que te trouxe até aqui.
Opção 2: vender só pelo Instagram/WhatsApp na mão
Muita gente migra pra vender 'no direct': posta o produto, a pessoa pergunta, você manda a chave Pix, confere o comprovante e combina a entrega. É seu, é de graça e o cliente é seu.
O problema é que trava no volume: você perde venda quando demora a responder, repete a mesma conversa o dia todo e controla tudo na unha. E quando você dorme ou viaja, a loja fecha.
É melhor que depender de marketplace, mas falta a peça que fecha a venda sozinha: um checkout.
Opção 3: sua própria loja com checkout (o melhor dos dois mundos)
A terceira opção junta o que importa: o controle de vender pelo seu Instagram com a praticidade de uma loja que cobra sozinha. Você tem um link só seu (tipo yuu.app.br/suamarca), com seus produtos, e o cliente compra e paga ali mesmo.
Pix cai na hora na sua conta, cartão parcelado se a pessoa preferir, e produto físico já calcula o frete no checkout. Você não manda chave na mão nem confere comprovante — só vê o pedido pago.
A diferença pro marketplace: taxa bem menor, sem mensalidade pra começar, a sua marca em primeiro lugar e o cliente sendo seu de verdade. A diferença pro 'direct na mão': a venda fecha sozinha, 24 horas por dia.
Qual escolher? Um jeito simples de decidir
Se você não tem nenhum público e depende de gente te descobrindo do zero, um marketplace pode ajudar no curto prazo — sabendo do custo.
Mas se você já tem seguidores no Instagram, clientes no WhatsApp ou uma base que te conhece do Elo7, o caminho mais inteligente é a loja própria: você traz essa gente pra um lugar seu e para de pagar pedágio em cada venda.
A real é que esses caminhos não são exclusivos. O mais forte é ter a sua loja própria como base (onde o cliente é seu) e usar o resto como vitrine extra. O importante é que a sua casa seja sua.
Perguntas frequentes
Marketplace ou loja própria: qual vende mais?
Depende de onde vem seu público. Marketplace traz gente nova mas cobra caro e fica com o cliente. Loja própria converte melhor quem já te segue e te conhece, com taxa menor. Quem tem audiência no Instagram costuma vender mais na loja própria.
Qual a taxa de cada opção?
Marketplaces de artesanato costumam cobrar de 10% a 20% por venda. Numa loja própria como a yuu, é R$ 0 de mensalidade e uma taxa bem menor só quando você vende — com o Pix caindo na hora.
Dá pra usar mais de um canal ao mesmo tempo?
Dá, e é o ideal. Tenha a loja própria como base (onde o cliente é seu) e use marketplace ou redes como vitrine extra. Só não dependa de um só, pra não passar de novo pelo que aconteceu com o Elo7.
Como levo meus produtos do Elo7 pra loja nova?
Pela planilha de produtos. Dá pra importar tudo de uma vez em vez de cadastrar um por um. Se o catálogo for grande, a yuu te ajuda a importar em massa.